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8 jan 2018

4 dicas de segurança em laboratórios de análises clínicas

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A assistência à saúde, por suas características próprias, gera riscos para pacientes e profissionais de saúde constantemente. Para evitar que ocorram erros ou acidentes de trabalho, é preciso investir e se apoiar em um dos grandes pilares da área de saúde: a segurança.

Há alguns anos, vem crescendo a ideia de cultura de segurança em saúde, que diz respeito aos ambientes de trabalho nos quais os gestores inspiram os funcionários a modificar seu comportamento e adotar posturas seguras para si e para os pacientes.

Neste post listamos algumas das principais práticas de segurança em laboratórios de análises clínicas. Confira!

1. Criação de Protocolos Operacionais Padrão (POPs)

O POP é um instrumento escrito que detalha todas as ações necessárias para realizar uma determinada atividade. Na área de saúde, eles são utilizados para guiar as técnicas realizadas.

Eles são importantes, pois possibilitam a padronização do cuidado, garantem que todos os profissionais de saúde realizarão a mesma técnica da mesma forma. Os protocolos devem ser escritos de forma clara e concisa, baseados em evidências científicas e validados pela instituição.

Em um laboratório de análises clínicas, é preciso ter POPs para: coleta de exames, utilização de equipamentos, procedimentos técnicos, cuidados de biossegurança e ações a serem tomadas em caso de acidentes.

2. Uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI)

Os EPIs são utilizados pelos profissionais de saúde para reduzir o risco de contaminação com material biológico. Esses equipamentos são de extrema importância nos laboratórios de análise clínica, onde há contato constante com sangue e outras secreções corporais.

O seu uso correto pelos técnicos de laboratório e outros profissionais garante a proteção contra diversas doenças infecciosas (Hepatite B e C, HIV).

Em um laboratório de análises clínicas, os EPIs protegem contra respingos de materiais biológicos, gases e substâncias tóxicas e contato com materiais infectantes. Eles são:

  • jaleco de mangas longas;
  • máscara;
  • óculos;
  • luvas.

3. Descarte apropriado de materiais

A assistência à saúde gera grandes quantidades de resíduos: lixo comum, sangue e fluidos corporais, materiais contaminados como seringas e agulhas. O descarte inadequado desses resíduos gera riscos para os trabalhadores e compromete os recursos naturais.

Os resíduos devem ser descartados de acordo com a sua classe (A, B, C, D ou E). Para isso, é importante que todos as lixeiras e sacos utilizados sejam claramente identificados por cores e imagens. Outros pontos importantes do descarte são:

  • se houver transporte manual, o recipiente com os resíduos são deve encostar em nenhuma parte do corpo do profissional;
  • todo resíduo perfurocortante deve ser descartado em um recipiente rígido e próprio;
  • a equipe de limpeza deve ser treinada sobre o descarte apropriado.

4. Educação continuada

As práticas de segurança devem ser passadas para os profissionais do laboratório de análises clínicas por treinamentos periódicos, seguindo o conceito da educação continuada.

Isso é necessário para manter os profissionais atualizados sobre as normas de segurança vigentes, além de aumentar a qualidade do serviço prestado e o sentimento de valorização para os próprios funcionários.

É importante lembrar que o treinamento em segurança deve ser feito por todos os profissionais do laboratório que realizam atividades de risco (profissionais de coleta de exames e da limpeza e que processam o sangue).

A segurança em laboratórios de análises clínicas depende principalmente da sensibilização dos profissionais e gestores, para entender a sua importância na prevenção de acidentes para pacientes e funcionários.

Você gostou dessas dicas sobre segurança em laboratórios? Então leia este texto sobre gestão da qualidade em laboratórios!

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