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Como evitar fraudes em laudos laboratoriais

12 set 2016

Como evitar fraudes em laudos laboratoriais

Infelizmente, laudos laboratoriais, com frequência, são utilizados para fraudes. São empregados em diversos golpes, principalmente contra a previdência pública, a Justiça e as empresas, como forma de conquistar um auxílio-doença ou a aposentadoria.

Os golpes em laudos laboratoriais também foram consagrados pelas novelas, que, frequentemente, mostram uma falsa facilidade em fraudar exames de DNA. Neste post, daremos algumas dicas sobre como evitar fraudes em laudos laboratoriais.

1. Treine seus funcionários a respeito das normas de segurança

Você sabia que o laboratório tem a obrigação legal de exigir a identificação com documento oficial original no momento do cadastro e no momento da coleta? Essa norma, todavia, tem sido constantemente ignorada, o que deixa o laboratório mais sujeito a fraudes.

Além disso, os funcionários são muito permissivos em relação aos documentos, principalmente, quando o usuário alega ter esquecido. As equipes de atendimento e de coleta devem ser treinadas em relação às normas de segurança no laboratório, para que as apliquem com rigidez.

2. Invista em um sistema de biometria

Outra forma bastante interessante de evitar fraudes é a instalação de um sistema de biometria no laboratório. Como as impressões digitais são facilmente colhidas e identificadas, elas são ideais para um controle mais firme.

Outra vantagem é o baixo custo de um equipamento de biometria. Ao contrário de anos atrás, ele se tornou um investimento muito mais acessível.

3. Aplique um sistema de Rash nos seus documentos

O Rash é um número de segurança, que, a partir do conteúdo do laudo, é capaz de criar uma sequência numérica única que identifica estas informações. Ele é elaborado por um robô a partir de um algoritmo matemático complexo.

4. Utilize a certificação digital

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou uma portaria que torna obrigatório o uso da certificação digital para os laboratórios.

Ela estabelece que os laboratórios clínicos e os postos de coleta laboratorial precisam certificar a autenticidade e a integridade do laudo emitido. Assim, a assinatura do responsável que liberou o documento precisa estar contida, seja de forma manuscrita, seja em formato digital — esta última de acordo com o processo de Certificação Digital regulada pela Medida Provisória n.º 2.200-2/2001.

Esse sistema cria uma assinatura única para seus exames, cujo padrão somente é identificável dentro desse sistema utilizado somente pelos laboratórios.

Como identificar um laudo falso?

Alguns golpes podem ser simples e facilmente identificáveis: há falta de timbragem ou marca d’água na folha de impressão, o número CRF ou CRM podem estar incorretos ou o tipo de papel difere do comumente utilizado.

Por outro lado, há quadrilhas e organizações criminosas que têm criado laudos extremamente semelhantes aos originais. Elas imitam a timbragem, a fonte e, até mesmo, o papel utilizado pelo laboratório.

Por isso, a certificação digital tem sido amplamente divulgada, pois cria um sistema extremamente seguro somente acessível pelos laboratórios mediante login e senha.

A confiabilidade de um laboratório é uma característica essencial para atrair os clientes. Por isso, qualquer gasto nessa área representa um investimento. O cliente precisa saber que as pessoas acreditarão em seu exame quando você apresentá-lo.

Restou alguma dica de como evitar fraudes em laudos laboratoriais? Comente aqui no nosso post!

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