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19 mar 2018

Saiba como fazer a gestão de resíduos em laboratórios de análises clínicas

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Os resíduos em laboratórios fazem parte da rotina: são gerados em pequena escala, mas em grande variedade e com naturezas variadas, e por isso não devem ser negligenciados. Gerir os resíduos representa uma postura ética e de responsabilidade socioambiental, pois além de ser uma obrigação legal, reduz os riscos para os colaboradores e para todo o meio ambiente.

Neste post falaremos sobre algumas etapas para ajudar você a realizar uma boa gestão de resíduos em laboratórios de análises. Confira!

Conheça a legislação

Quando o assunto é a gestão de resíduos, lei é o que não falta para orientação. A Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010, por exemplo, foi criada devido à crescente preocupação da população com o meio ambiente e a saúde pública associada aos resíduos. Entretanto, apresenta artigos voltados para o contexto nacional.

Voltada para os serviços, a RDC 306 de 2004 apresenta todas as diretrizes necessárias para a criação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).

Crie seu Plano de Gerenciamento

Classificação

Antes de qualquer coisa é necessário que haja o levantamento e a classificação dos resíduos gerados. Podendo ser classificados como:

  • Grupo A: possível presença de agentes biológicos, dividido em 5 subgrupos — A1, A2, A3, A4 e A5;
  • Grupo B: presença de substâncias químicas com diferentes características — inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade;
  • Grupo C: radioativos;
  • Grupo D: resíduos comuns;
  • Grupo E: perfurocortantes ou escarificantes.

Segregação

É a separação do resíduo no momento e no local de sua geração, observando suas características, seu estado físico e os riscos envolvidos.

Acondicionamento

Consiste em acondicionar os resíduos segregados em sacos ou recipientes adequados a cada tipo de resíduo e que resista às ações externas, como rupturas.

Identificação

Medidas que permitam o fácil reconhecimento dos resíduos acondicionados, fornecendo informações para o correto manejo. Há diferentes símbolos padronizados para cada grupo de resíduos.

Transporte

Pode ser interno, para armazenamento temporário ou externo — até a unidade de tratamento ou disposição final. Deve ser feito separadamente e em recipientes específicos, de acordo com a classificação do resíduo, além de utilizar técnicas que garantam a integralidade dos colaboradores, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com os órgãos de limpeza urbana.

Armazenamento temporário

Local próximo ao de geração dos resíduos, utilizado para agilizar a coleta dentro do laboratório e diminuir o deslocamento para coleta externa. Precisa atender a algumas especificações e dispensado em casos que a distância não justifique.

Tratamento

Processo que modifica as características dos resíduos, reduzindo ou até eliminando o risco de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de danos ao meio ambiente.

Pode ser aplicado no próprio laboratório (neutralização, redução/oxigenação, precipitação, destilação, biodegradação e outros) ou externamente a ele (Aterro de Resíduo Industrial Perigoso ou ARIP, Estação de Tratamento de Efluente ou ETE, Incineração, Coprocessamento e Reciclagem).

Disposição final

Determina o destino final do rejeito.

Envolva a sua equipe

De nada adianta elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos se cada colaborador, que gera resíduos a todo instante, não participar integralmente desse gerenciamento. Cabe ao laboratório treinar seus colaboradores de modo que cada um entenda a importância do todo e possa fazer a sua parte dentro do processo, criando a cultura de sustentabilidade no ambiente de trabalho.

Sabia que todo esse trabalho ao realizar a boa gestão dos resíduos em laboratórios é um grande passo para a acreditação laboratorial? Então aproveite o passo dado e entenda como funciona a acreditação laboratorial!

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