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26 jan 2018

Descarte de materiais hospitalares: regras da ANVISA para laboratórios

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Por lidar com materiais bem específicos, o lixo produzido em um laboratório demanda certos cuidados, especialmente no descarte de materiais hospitalares. Entretanto, muitos gestores não conhecem todas as normas relativas a esse processo e acabam cometendo erros em sua execução.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) possui inúmeras regras destinadas a esse segmento, ressaltando a importância tanto no investimento em exames de qualidade quanto no dever de preparar e descartar o lixo produzido com segurança e eficiência.

Quer fazer o seu laboratório funcionar de forma adequada, cumprindo todas as exigências legais? Continue a leitura deste post e confira como!

Saiba o que compete à ANVISA

A ANVISA é uma autarquia federal que tem, entre outras funções, a responsabilidade de realizar a fiscalização do transporte interno dos resíduos, desde o momento em que o lixo é produzido até o momento do seu descarte.

Em virtude do tipo de serviço prestado em laboratórios, as pessoas que trabalham nesses espaços estão expostas a diversas complicações, infecções graves e riscos biológicos. De modo a amenizar tais cenários, o laboratório precisa ter o serviço adequado para realizar o descarte do lixo produzido.

O objetivo da fiscalização efetivada é prevenir possíveis acidentes que possam atingir colaboradores que trabalham em contato direto com os materiais hospitalares e, também, o público em geral.

A preocupação justifica-se, uma vez que todos os materiais ou rejeitos tóxicos produzidos nesses espaços são altamente perigosos, podendo representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Portanto, é de grande importância que os gestores desses serviços tenham consciência de sua responsabilidade e procurem estar de acordo com as normas estabelecidas.

Entenda como é feita a classificação do lixo hospitalar

Para melhor compreensão dos riscos oferecidos e com o objetivo de disponibilizar um tratamento adequado a cada tipo de rejeito, a ANVISA criou uma classificação do lixo hospitalar, de acordo com seu grau de periculosidade:

  • Grupo A: potencialmente infectantes;
  • Grupo B: químicos;
  • Grupo C: rejeitos radioativos;
  • Grupo D: resíduos comuns;
  • Grupo E: perfurocortantes.

Lembrando que todo e qualquer lixo descartado de forma inadequada oferece riscos à saúde humana e ao ambiente.

Conheça as principais regras da ANVISA para o descarte de materiais hospitalares

Agora que você já conhece a classificação dos rejeitos hospitalares, podemos apresentar algumas boas práticas para que o descarte desses produtos seja feito de maneira segura e sem consequências negativas ao homem e ao meio ambiente.

Os corretos acondicionamento e descarte de materiais hospitalares devem ser realizados da seguinte forma:

  • os radioativos têm a sua própria regulamentação da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear);
  • os infectantes precisam ser armazenados em sacos plásticos brancos, com identificação visível e o símbolo “risco infectante” em sua parte frontal;
  • os farmacêuticos devem ser devolvidos aos seus fabricantes, sendo eles os responsáveis por sua destinação correta.

Seja consciente e cumpra as normas básicas de segurança

Estar consciente da importância das normas de segurança em relação ao descarte de materiais hospitalares de forma adequada é fundamental para que sua empresa atue em conformidade com a lei e proteja a integridade física de seus colaboradores.

Além disso, essa é uma questão de consciência e responsabilidade ambiental, temas que estão em alta e devem ser levados em consideração por quaisquer organizações, especialmente as que lidam com produtos altamente poluentes.

Como pudemos acompanhar, é de extrema relevância adotar em sua empresa políticas que defendam o descarte de materiais hospitalares adequadamente, seguindo as normas da ANVISA.

No post de hoje, você aprendeu a importância de se realizar o descarte de materiais hospitalares atendendo às normas exigidas e cumprindo com o seu papel para uma sociedade mais sustentável. Portanto, implemente um bom gerenciamento e capacite os seus colaboradores envolvidos no processo com cautela e responsabilidade,

E aí, gostou do texto? Ajudou a esclarecer as suas dúvidas? Que tal compartilhá-lo em suas redes sociais para que outras pessoas também tenham esse conhecimento?

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