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Erros mais comuns em laboratórios e que levam a empresa à justiça

25 maio 2015

Erros mais comuns em laboratórios e que levam a empresa à justiça

Você sabia que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clinica e Medicina laboratorial SBPC/ML), por ano, a justiça brasileira movimenta mais de 1500 processos contra laboratórios? Esse número consideravelmente alto se dá por erro simples, na maioria das vezes, que são deixados de lado e atingem uma gravidade imensa. Sabe-se que problemas são comuns em qualquer empresa, mas quando se trata de negócios na área de saúde, a situação é muito mais complicada.

A falta de um controle interno de qualidade faz com que muitos laboratórios, no Brasil, tenham problemas jurídicos com pacientes. Os dados da SBPC/ML ainda mostram que, de 16 mil laboratórios brasileiros, aproximadamente, apenas 2% possuem uma consultoria com controle e fiscalização sobre o serviço prestado. Isso faz com que o número de problemas só cresça a cada dia.

Veja, de acordo com a legislação brasileira, o que mais leva pacientes aos fóruns do país em busca de seus direitos.

Erro de Diagnóstico

Esse pode ser o problema mais grave quando se fala em riscos de processos judiciais para um laboratório. Em janeiro de 2013, um laboratório cituado em Belo Horizonte – Minas Gerais, teve que indenizar um paciente devido erro no diagnóstico de um exame de câncer. O processo correu na 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que condenou a empresa a pagar 15 mil reais de multa por danos morais.

O paciente do caso acima tinha câncer e não iniciou o tratamento em tempo hábil, pois o exame que atestaria a doença deu negativo. Assim como esse, muitos outros problemas de erro no diagnóstico acontecem no mundo inteiro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, um laboratório precisa de fases e profissionais diferenciados para analisar um exame. Isso implica desde o recebimento da coleta, até a leitura final. Nenhuma das fases deve ser prestada por quem não tem especialização na área.

Falha na comunicação Pré-analítica do Exame

São diversos os fatores que levam à falha na fase pré-analítica do exame. Essa condiz com a primeira comunicação entre o paciente e laboratório. Entre os erros mais comuns está a escrita ilegível do profissional que enviou a requisição do exame.  Essa leva ao erro na identificação do paciente, que levará à interpretação errada do exame e, por consequência, uma falta de orientação do laboratório.

A formalização de uma via de exames é primordial e evita aborrecimentos. O que vem acontecendo comumente é a exigência de uma guia digitalizada, encaminhada pelo médico ao laboratório. Dessa forma se unifica o atendimento e evita-se o erro em questão.

Conhecimento, informação e cobrança das limitações metodológicas para o exame

O caso do laboratório de Minas Gerais, citado no primeiro tópico, condiz exatamente com essa questão. Cada exame exige do paciente algumas limitações metodológicas que nem sempre são seguidas pelos mesmos e cobradas pelos laboratórios. Testes de falso-positivo de HIV, por exemplo, apresentam mais de 70 fatores que prejudicam o material coletado e, consequentemente, o resultado do exame.

Ainda levando como base os dados da Sociedade Brasileira de Patologia Clinica e Medicina laboratorial, o índice de processos por erros de exames falso-positivo em São Paulo, lideram as queixas do estado. Gravidez, DNA e HIV são os testes que mais apresentam erros e vão parar nos tribunais da maior capital do Brasil. Uma das recomendações do Ministério da Saúde, para laboratórios e profissionais do ramo, é fazer um aconselhamento do paciente acerca das limitações do exame em caso de não cumprimento das limitações metodológicas.

Desfavorecimento durante a fase analítica

Esta é, segundo a OMS, a fase mais crítica e responsável por processos no mundo. São muitos os fatores que levam ao descumprimento das leis, nesse caso.

  •          Temperatura ambiente não ideal para a análise;
  •          Troca de amostra;
  •          Reagentes contaminados, mal conservados, com problemas na validade, ou até mesmo erro no preparo desses;
  •          Tempo para reação contado de forma errada;
  •          Equipamentos não calibrado ou que apresente sujeira;
  •          Presença de interferentes no ambiente ou na aparelhagem;
  •          Erro nas pipetas;
  •          Vidros e equipamentos sem a devida higienização.

Cada um desses pontos pode levar ao erro de diagnóstico, perda de material, entre outros problemas que acarretarão processos judiciais.

 A grande maioria de processos judiciais acarretados à laboratórios leva-se ao Dano Moral. Vale ficar atento para cada um dos fatores acima e evitar problemas no futuro!

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2 Respostas

  1. antonio

    Um laboratório conceituado de minha cidade coletou meu sangue para hemograma completo em três datas diferentes com intervalos de 20 dias num período de 3 meses por uma suspeita de dengue após uma virose. Neste laboratório a contagem de Leucócitos (3000 mm3) e Neutrófilos (800mm3 ) sempre aparecem muito baixas, tendo uma variação de menos de 1% para cada exame.
    Não satisfeito com os resultados sempre iguais, na série branca, deste laboratório num intervalo tão grande ( 3 meses), fiz exames em outros dois laboratórios e os resultados foram normais tanto para leucócitos (4000 mm3) quanto para neutrófilos ( 1600 mm3) quando os valores de referência eram acima de 3500mm e 1500mm3 respectivamente.
    Obs; Da última vez fiz um exame um dia depois, no outro laboratório que acusou a normalidade.
    Devo comunicar o laboratório para verificar a regulagem do aparelho visto que as contagens diferenciais sempre são feitas por automação, segundo informação do próprio convênio?

    1. Olá Antonio, Obrigado pelo seu comentário.
      É importante entrar em contato com seu laboratório sim, para que eles te orientem corretamente, pois existem uma série de variáveis que podem interferir neste resultado e somente o bioquímico que realizou o seu exame poderá te esclarecer está dúvida.

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