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11 ago 2017

Saiba como aplicar o Protocolo de Manchester no seu laboratório

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O Protocolo de Manchester é considerado a melhor forma de classificar pacientes e garantir um atendimento eficiente em serviços de saúde. Embora seja mais comumente usado em departamentos de atendimento de urgência e emergência, o Protocolo de Manchester também pode ser utilizado em unidades básicas de saúde, hospitais e até mesmo em laboratórios.

Quer descobrir mais sobre o Protocolo de Manchester e como aplicá-lo no seu laboratório? Confira este post!

O que é o Protocolo de Manchester?

O Protocolo de Manchester foi usado pela primeira vez em 1997 na cidade de Manchester, no Reino Unido, como um sistema de triagem de pacientes. Os pacientes são classificados em cores de acordo com os sintomas que apresentam, o que determina a gravidade da doença e o tempo de espera estimado.

Como é a classificação no Protocolo de Manchester?

De acordo com os sintomas apresentados, cada paciente pode ser classificado da seguinte forma:

Vermelho (emergência)

O paciente necessita de atendimento imediato. É o caso de vítimas de projétil de arma de fogo (PAF) e pacientes em insuficiência respiratória.

Laranja (muito urgente)

O paciente necessita de atendimento praticamente imediato, em cerca de 10 minutos. Hemorragias de difícil controle, fraturas e perda de consciência costumam receber essa classificação.

Amarelo (urgente)

O paciente necessita de atendimento rápido, mas pode aguardar por até 50 minutos, como é o caso de pacientes com pequenas hemorragias ou desidratação.

Verde (pouco urgente)

O paciente pode aguardar atendimento por até 2 horas ou ser encaminhado para outros serviços de saúde. São pacientes com quadros que podem ser resolvidos em outros tipos de serviço de saúde, como dor de garganta, febre, tosse, etc.

Azul (não urgente)

O paciente pode aguardar atendimento por até 4 horas ou ser encaminhado para outros serviços de saúde. Da mesma forma que a classificação verde, esses pacientes possuem sintomas mais comuns e estabilidade hemodinâmica, representando doenças que podem ser resolvidas em outros serviços de saúde.

Quem realiza o Protocolo de Manchester?

Qualquer profissional com ensino superior, boa capacidade de comunicação e conhecimento clínico para a identificação dos sintomas e realização de um exame físico simples pode triar os pacientes e classificá-los.

Em serviços de urgência e emergência, essa triagem costuma ser feita por um profissional graduado em enfermagem, a partir dos sintomas descritos pelo paciente, dos sinais apresentados no exame físico, dos dados vitais e de outras avaliações básicas como glicemia capilar, saturação de oxigênio e escala de dor.

Como o Protocolo de Manchester pode ser aplicado nos laboratórios?

Embora seja associado a serviços de urgência e emergência, o Protocolo de Manchester nada mais é do que uma forma de organização da prestação de serviços de saúde, de forma a priorizar os pacientes que necessitam receber atenção de forma mais urgente.

Dessa forma, esse conceito pode ser trazido para o laboratório, de forma que o paciente que recebeu a classificação vermelha terá prioridade não apenas no atendimento médico, mas também na realização dos exames complementares.

Quais são as vantagens do Protocolo de Manchester?

Depois da instauração do protocolo, os serviços de saúde relatam maior agilidade e eficiência no atendimento ao paciente, com melhores desfechos médicos, além de maior integração entre os diversos níveis do sistema de saúde com o encaminhamento de casos menos graves para os serviços adequados.

Ainda tem dúvidas sobre o uso do Protocolo de Manchester em laboratórios? Deixe um comentário!

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